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Assembleia geral do Sintrajufe/RS aprova dia de mobilização em 15 de junho e calendário de luta da Fenajufe por reposição salarial

Assembleia geral do Sintrajufe/RS aprova dia de mobilização em 15 de junho e calendário de luta da Fenajufe por reposição salarial

Na noite dessa quinta-feira, 9, em assembleia geral, a categoria aprovou a realização de dia de mobilização em 15 de junho, com assembleias de base e atos em frente aos prédios

O calendário de luta pela reposição salarial, proposto em reunião Ampliadinha da Fenajufe, dia 8, prevê a realização de atividades de junho até agosto, quando se encerra o prazo para o Supremo Tribunal Federal enviar ao Congresso a proposta orçamentária do ano que vem e se espera seja definido projeto de recomposição das perdas para 2023 (independentemente da concessão, até julho, de alguma reposição emergencial).

No início da assembleia, a direção do sindicato fez um breve apanhado sobre a construção da campanha salarial unificada do funcionalismo federal, desde o final de 2021. Foi falado sobre as manifestações iniciais de Jair Bolsonaro (PL), de que não havia perspectiva de reajuste para o conjunto de servidores e servidoras e que queria conceder reposição apenas para a área de segurança.

Ante a pressão do conjunto das categorias de servidoras e servidores, o governo passou então a fazer um jogo de desinformação e confusão, com declarações sobre a concessão de 5%, reajuste de vale-alimentação ou reajuste zero, em um vai e vem de versões.

No dia 8, o Sintrajufe/RS participou da Ampliadinha da Fenajufe, que aprovou o calendário de mobilização para o próximo período.

Na reunião, foi definido que a categoria deve continuar pressionando o governo Bolsonaro, chamando a atenção para sua postura de desinformações e indefinição e sobre o que representa esse governo em ataques a direitos e rebaixamento do padrão salarial do funcionalismo. Por outro lado, também não é possível aceitar que o presidente do STF fique calado.

As manifestações devem direcionar a crítica também ao presidente do Supremo, Luiz Fux, que, além do projeto de reposição emergencial, tem até agosto para encaminhar ao Congresso a proposta orçamentária do próximo ano, na qual a categoria cobra esteja incluído os recursos de um projeto mais amplo de recomposição das perdas para 2023.

Calendário de mobilização aprovado foi proposto a partir de discussão nacional

Na assembleia, havia duas propostas em votação. A primeira foi apresentada pela direção do sindicato (confira abaixo), tendo por base o calendário aprovado na Ampliadinha da federação, com quatro eixos, cobrindo de junho a agosto. A segunda proposta era de paralisação no dia 15 de junho. A proposta da direção recebeu 51 votos; a 2 obteve 9 votos; foi registrada 1 abstenção.

Calendário de luta pela reposição salarial:

15 de junho – Assembleias de base/atos em frente aos prédios. Colocação de faixas, reforçando a mobilização pela revisão salarial. Rebater a posição do governo federal e cobrar o encaminhamento de uma proposta de Fux, inclusive criticando a preocupação exclusiva que o ministro tem manifestado com os quinquênios da magistratura.

21 e 22 de junho – Caravana do Sintrajufe/RS para manifestações em Brasília pela revisão salarial, com foco no STF, cobrando do presidente do Supremo o envio de proposta com a  recomposição das perdas da categoria, que com a previsão inflacionária de 2022, já chegariam a 30,66%. Pressão que será feita também pelo meio virtual.

Julho – Atividades diversas (pressão por e-mail, envio de ofícios dos sindicatos pelo Brasil cobrando os ministros do STF) e assembleias para aprovação do “estado de greve” da categoria, com indicação de paralisação em 3 de agosto.

3 de agosto – Apagão do Judiciário e do Ministério Público da União, com indicativo de paralisação pela recomposição das perdas. Cobrança para que STF e PGR enviem ao Congresso o orçamento de 2023 com a previsão da recomposição das perdas salariais, independentemente da concessão ou não de uma reposição emergencial no mês de julho.

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