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Mais que uma data!

Por Márcia Pissurno*

Ainda hoje questionam a razão das mulheres terem um dia… já ouvi muitos perguntarem, onde está o dia do homem? Para identificarmos o motivo do dia da mulher basta olharmos as estatísticas.

As mulheres, a cada dia que passa, são alvo de mais violência, nossos direitos até aqui alcançados só o foram com muita luta das guerreiras que nos antecederam. Para terem uma ideia, só a partir de 2002 a falta de virgindade deixou de ser motivo de anulação do casamento, só em 2015 foi dado à mulher o direito de registrar o filho sem a presença do pai, esses são somente alguns exemplos da dificuldade do avanço dos nossos direitos!

No meio sindical, percebo que as mulheres são muito bem vindas até o momento que não contrariam o pensamento da maioria masculina… a partir daí, já viram alvo de empurrões e tentativas de desmerecimento perante os colegas.

Indagam o que as mulheres querem, e a resposta é simples, queremos respeito. Metade das famílias brasileiras são lideradas por mulheres que na crise econômica são as primeiras a ser atingidas. Durante a pandemia triplicou o número de crimes de violência contra a mulher pelo simples fato de ser mulher.

Somos a maioria da população mas ainda não conseguimos representação paritária no Congresso Nacional, nas cortes de poder… qual a razão para todos esses fatos? Por que será que a mulher é que sofre mais com a crise econômica, que sofre mais violência? Será mesmo que a mulher não gosta de política ou não quer assumir um cargo de desembargadora ou ministra? Quantas vezes nossa fala é cortada ou ameaçada por grito?

Todas essas questões devem ser feitas dentro de nós e a luta para que a realidade modifique tem que ser nossa, de cada mulher e de cada homem. Chega de normalizar o preconceito que existe contra as mulheres! Somos lindas por dentro e por fora, temos valor, e temos sim que fazer uso desse dia 8 de março para soltar nossa voz e exigir igualdade!

*Márcia Pissurno é Coordenadora-Geral do SINDJUFE/MS.

 

 

Artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, necessariamente, as ideias ou opiniões da Fenajufe.

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