Sindjufe (BA) marca presença no Fórum Social Mundial 2018

O evento começou na última terça (13) e continuará até sábado (17) na UFBA, em Salvador  

Sindjufe (BA) 
Alisson Wanderfillk

Completando 12 anos em 2018, o Fórum Social Mundial chega pela primeira vez em Salvador reunindo baianos, soteropolitanos e pessoas do Brasil e do mundo em um espaço democrático, para discussão de temas relevantes para o povo em todo o mundo. Este ano o evento tem como tema “Resistir é criar, resistir é transformar”. Segundo os organizadores, são esperados 60 mil participantes. 

O SINDJUFE-BA participa mais uma vez do evento ao lado do Núcleo Baiano da Auditoria na “Tenda da Unidade”, composta por oitras entidades, trazendo para o público palestras, debates e documentários. No primeiro dia do evento (13), foi exibido às 18h o documentário “Andes 30 anos” e às 20h, a coordenadora do SINDJUFE-BA, Denise Carneiro, debateu sobre Sindicalismo e luta das mulheres, informando a presença feminina na história dos movimentos sindicais e como isso foi fundamental para as agendas coletivas dos trabalhadores. Porém, as falas deixaram claro que quase 90 anos da entrada das Mulheres nos sindicatos ainda existem problemas como machismo e assédio no interior da maioria das entidades.  E isso dificulta a unidade na luta contra o feminicídio. “Temos que fazer a luta junto com as mulheres e acabar com todo tipo de opressão e assassinato de mulheres. O sindicato tem a obrigação  Só o sindicato assumindo esse papel é que se pode mudar as relações de poder na sociedade e acabar com o feminicídio”, defende Denise.

Na quarta (14), a mesa sobre a crise social e perspectiva para os trabalhadores contou com a participação de Luís Antônio (SINASEFE), Cassius Brito (ASSIBGE), Caroline Lima (ANDES) e Zozina Almeida (CSP CONLUTAS). Durante a noite, a coordenadora Heve Estrela, debateu sobre o sindicalismo no serviço público . Heve lembrou o estabelecido na LEI Nº 7.783/1989, e as consequências da terceirização no serviço público. 

Ontem (15), pela manhã foram prestados também homenagens no FSM18 a vereadora assassinada no Rio de Janeiro, Marielle Franco, mais uma vítima do feminicído. Durante o dia, o Núcleo de Auditoria trouxe para a mesa das 15h sobre o sistema da dívida no Brasil, América Latina e Caribe representantes do movimento pela auditoria no Haiti, Colômbia, Argentina e Venezuela além de representante da coordenação nacional da Auditoria Cidadã. 

Às 19h, o coordenador do sindicato, Lourival Matos participará  do debate sobre precarização do serviço público na pauta, assuntos como cortes orçamentais nos tribunais e as condições  de trabalho serão destacados pelo coordenador. 

Hoje (16) houve assembleia das mulheres às 9h no Terreiro de Jesus (Pelourinho), e encerrando as atividades no sábado, mesa às 9h e debate sobre intervenção militar no Rio de Janeiro.