Mais uma vez, senadora Maria do Carmo se ausenta de importante decisão

Do Sindjuf/SE 

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM/SE) faltou à votação da reforma trabalhista, na terça-feira passada, 10 de julho. A justificativa da senadora, uma das que mais se ausenta do Plenário, foi que precisou acompanhar o marido, o ex-prefeito de Aracaju João Alves Filho, numa internação para realização de exames, segundo nota divulgada por sua assessoria de imprensa. 

Autora do projeto de lei do Senado (PLS) 116/2017, que institui a demissão de servidores públicos concursados, estáveis ou não, em caso de mau desempenho de suas funções, por meio de avaliações subjetivas, Maria do Carmo costuma faltar mesmo ao trabalho. Ao assinar um projeto como este, que ratifica descaradamente as iniciativas do Congresso pelo fim do serviço público com vistas à terceirização ampla e irrestrita, patrocinada pelo empresariado e também já aprovada, é de se imaginar de qual lado a senadora estaria no caso da reforma trabalhista. 

Até porque a democrata já havia sido favorável ao texto da reforma poucos dias antes, na Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ), alegando ser imprescindível adequar a legislação às “novas relações de trabalho” e, assim, reverter a situação dos mais de 14 milhões de brasileiros desempregados. Ao que parece, a senadora acredita - ou quer que acreditem – que o alto índice de desemprego no país é consequência das leis e direitos trabalhistas. 

Embora seja um voto favorável a menos ao embuste que é a reforma trabalhista, vale destacar como a senadora trata os grandes problemas do país. A parlamentar se ausentou também da votação que cassou o mandato do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) em 2016, por exemplo. Mesmo quando registra presença nas sessões, Maria do Carmo se abstém das votações, desde decretos legislativos até propostas de emenda à Constituição.  E tem sido assim em seus 18 anos de mandato.