Dia Nacional de Lutas: interior faz paralisação e atividades de mobilização no Rio Grande do Sul

 

 

 

Colegas das justiças do Trabalho e Eleitoral de Pelotas em ato com outras categorias

Sintrajufe/RS
Rosane Vargas

Em várias cidades do interior, a quinta-feira, 14, Dia Nacional de Lutas, foi marcada por paralisação e atividades. O quadro parcial mostra que houve mobilização em Alvorada, Butiá, Capão da Canoa, Carazinho, Caxias do Sul, Guaíba, Pelotas, Santa Maria, Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar, Sapucaia do Sul, Rio Grande, Taquara, Taquari, Vacaria, Três de Maio, Tupanciretã.

Em Carazinho, os colegas da Justiça Federal “demostraram sua indignação com relação aos desmandos de Temer, especialmente aos ataques a categoria dos servidores públicos, que sempre são a bola da vez”, disse o diretor do Sintrajufe/RS e servidor da Federal Luis Fernando Pasin. Ele alerta que é necessário que as pessoas se deem conta da gravidade do momento, com demissões aumentando e o governo retirando direitos: “Só a mobilização vai mudar esse quadro, em que o Congresso está intimamente comprometido com bancos e empresários. É preciso unidade e luta de todas as categorias; o servidor é alvo agora, mas a reforma da Previdência afeta todos”.

Justiça Federal Carazinho

“O momento é bastante crítico”, avalia o diretor do Sintrajufe e servidor da JF Santa Maria Paulo Brandão. Ele acredita que a aprovação de várias medidas contra os trabalhadores podem ter gerado certo descrédito nas mobilizações, mas, para enfrentar o governo Temer, “temos que intensificar o trabalho e conscientizar os colegas. Somente com fortes mobilizações é que a gente consegue algo positivo nesta luta contra os ataques e as reformas. Nossa tarefa é intensificar a luta”.

Justiça Federal Santa Maria

Em Pelotas, os colegas das justiças do Trabalho e Eleitoral fizeram atividades em conjunto com outras categorias, como professores estaduais e universitários, servidores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), trabalhadores da alimentação e metalúrgicos, entre outros. O prédio da Justiça Eleitoral foi fechado ao meio-dia, em uma ação conjunta com os colegas da Trabalhista e de outras categorias. Antes, no começo da manhã, os trabalhadores haviam participado do fechamento do prédio da Reitoria da UFPel. À tarde, foi realizado ato público, que teve repercussão na imprensa local. Em matéria no jornal Diário Popular, os diretores de base Rogério Ávila (Eleitoral) e Henrique Mascarenhas de Souza (Trabalhista) deram entrevista explicando as razões dos atos que incluíam, além das pautas do Dia Nacional de Lutas, a defesa das justiças do Trabalho e Eleitoral, principalmente em relação à extinção de zonas eleitorais. Na avaliação do diretor de base Rogério Ávila, “o movimento foi excelente e histórico para a Justiça Eleitoral. Nunca antes tantos dirigentes sindicais estiveram reunidos na frente da Justiça Eleitoral, auxiliando no fechamento do prédio”.

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