Protesto de Trabalhadores diz NÃO às reformas do governo e à retirada de direitos

Fotos: Joana Darc Melo -Fenajufe 

Cerca de 8 mil manifestantes tomaram a Esplanada dos Ministérios no #OcupaBrasília, acontecido nesta terça-feira, 29, em Brasília. Segundo os organizadores, o ato reuniu trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público e movimentos sociais em protesto contra a reforma da Previdência. Eles também pediram a anulação da reforma trabalhista, a revogação da MP 805 (PDV), o fim do desmonte do Poder Judiciário e contra a extinção da Justiça do Trabalho.

Em Brasília, os coordenadores(as) da Fenajufe Adriana Faria, Costa Neto, Edmilton Gomes, Elcimara Souza, Erlon Sampaio, Gerardo Alves, Josë Aristeia, Julio Brito, Mara Weber, Marcos Santos, Saulo Arcangeli e Vicente Sousa, acompanharm delegações vindas dos estados.

A concentração começou logo às 9 da manhã e em seguida o espaço próximo ao Anexo II da Câmara foi tomado. Com faixas, cartazes e gritos de ordem, os trabalhadores se manifestaram contra as medidas adotadas pelo governo, verdadeiro retrocesso nas conquistas de direitos.

Como nas manifestações anteriores, as polícias Militar e Legislativa tentaram, com truculência, dissuadir a manifestação. Mas dispostos a entregar o recado aos parlamentares, os manifestantes defenderam posições, obrigando recuo das forças de segurança.

Ao final do protesto os servidores realizaram assembleia para avaliar o ato, considerado muito positivo por fortalecer a resistência aos ataques e já representar um “verdadeiro esquenta”  para a Greve Geral de 5 de dezembro.

Após negociação com uma Comissão de Entidades, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) reuniu-se com representantes do Fonasefe, Andes-SN, CSP-Conlutas, CTB, Fasubra, Fenasps, Fonacate e Sinasefe, acompanhados pelos deputados Glauber Braga e Chico Alencar.

Os dirigentes das entidades criticaram duramente a propaganda do governo, classificada de mentirosa e cara: entre produção e aquisição de espaço publicitário, são estimados gastos de R$ 20 milhões. Foi informado a Maia que ações judiciais tentarão barrar a veiculação da propaganda. As entidades também explicitaram posição contraria à MP 805 e informaram sobre a Greve Geral em 5 de dezembro.

Maia discordou da posição dos dirigentes e disse ter a pretensão de votar a medida, apesar de não ter uma data definida. Essa definição deve acontecer amanhã, 30. Mais uma vez o parlamentar reafirmou que só colocará a o projeto em pauta quando tiver certeza da aprovação, com pelo menos 308 votos.

Ele ainda reconheceu que a MP 805, ao estabelecer alíquota de 14% para o desconto previdenciário, provoca redução salarial principal para servidores dos estados e municípios. Sobre a participação de

Greve Geral

Com a Greve Geral convocada para 5 de dezembro a Fenajufe orienta aos sindicatos que discutam com suas bases e deliberem as ações para a data. Até o momento já definiram pela Greve Geral em 5 de dezembro Sindijufe (MT), Sindissétima (CE), Sintrajud (SP), Sintrajufe (RS) e Sintrajusc (SC). 

Outras entidades já convocaram ou realizam, neste momento, assembleias gerais para discutir a questão: 

-Sindjuf-PB: 1°/12
-Sinjutra-PR: 1°/12
-Sintrajufe-CE: 1°/12
-Sinpojufes-ES: 1°/12
-Sinje-CE: 1°/12
-Sintrajufe-MA: 1°/12
-Sintrajuf-PE: 29/11
-Sindjufe-TO: 29/11
-Sindjus-AL: 30/11
-Sisejufe-RJ: 30/11
-Sitraemg-MG: 30/11
-Sindiquinze-SP: 30/11
-Sinjufego-GO: 30/11
-Sindjus-DF: 30/11
-Sindijufe-RO/AC: 30/11

Mais fotos estarão disponíveis no Flickr da Fenajufe a partir de sexta-feira, 1.