Ampliada da Fenajufe debate carreira e combate ao desmonte do PJU

Fotos: Joana Darc Melo/Fenajufe

O sábado 8 de julho foi marcado pela realização de mais uma Reunião Ampliada da Fenajufe, que trouxe a Brasília 112 delegados e 16 observadores, representando sindicatos filiados à Federação. Enviaram delegados o Sindjufe/BA; Sinje/CE; Sindissétima/CE; Sintrajufe/CE; Sindjus/DF; Sinpojufes/ES; Sintrajufe/MA; Sitraemg/MG; Sindijufe/MT; Sindjuf/PA-AP; Sindjuf/PB; Sintrajuf/PE; Sinjuspar/PR; Sinjutra/PR; Sisejufe/RJ; Sintrajurn/RN; Sintrajufe/RS; Sintrajusc/SC; Sindjuf/SE; Sindiquinze/SP; Sintrajud/SP e Sindijufe/TO.

Pela Fenajufe participaram os coordenadores Adriana Faria, Alisson Ribeiro, Cristiano Moreira, Costa Neto, Edmilton Gomes, Erlon Sampaio, Gerardo Alves, Helenio Barros, José Aristeia, José Everson Nogueira, Júlio Brito, Marcos Santos, Rodrigo Carvalho, Rodrigo Peixoto, Ronaldo das Virgens, Saulo Arcangeli e Vicente Sousa.

A primeira etapa dos trabalhos foi dedicada aos informes em relação aos trabalhos desenvolvidos em Brasília e nos estados, sejam mobilizações contra as reformas, atos contra o sucateamento vivido pelo Poder Judiciário com as restrições orçamentárias, implementadas através de medidas administrativas nas justiças Trabalhista, Eleitoral e Federal. 

Ponto recorrente nos informes dos sindicatos veio da preocupação demonstrada por vários dirigentes, quanto a inércia vivida pelos servidores do Poder Judiciário da União frente aos ataques contra as justiças especiais e a Federal. No entendimento da Ampliada, essa apatia frente às progressivas ameaças de retirada de direitos dos servidores é gravíssima e requer mobilização intensa.

Os informes dos sindicatos enviados à Fenajufe para a reunião ampliada podem ser acessados neste link. Mais fotos da Reunião Ampliada podem ser vistas no Flickr da Federação, AQUI.

Ainda nos informes, a coordenadora Adriana Faria apresentou relato sobre as atividades desenvolvidas pela coordenação Jurídico-Parlamentar nos casos que requerem a atuação da Assessoria Jurídica Nacional (AJN). Na Ação Civil Pública contra as propagandas pela reforma da Previdência, a liminar foi agravada e já está em fase de sentença. A coordenadora informou ainda que a Fenajufe ingressou com pedido de Amicus Curiae nas ações propostas pela AMB e Conamp.

Também o coordenador Costa Neto falou sobre a primeira reunião da Comissão Interdisciplinar do MPU, quando foram tratados os parâmetros que nortearão os trabalhos de coleta de dados e sistematização. Representam a Fenajufe no colegiado os coordenadores Costa Neto, Saulo Arcangeli e Vicente Sousa.

Já o coordenador Helenio Barros discorreu sobre as atividades desenvolvidas pela Fenajufe no combate aos danos provocados pela extinção de Zonas Eleitorais, o rezoneamento, parte de um conjunto de medidas que promovem o desmonte do Poder Judiciário da União.

Tema debatido e que resultou na aprovação de uma resolução foi a carreira única no PJU. Os delegados definiram que a Federação fará gestões junto aos tribunais, em especial o STF, para evitar a fragmentação da carreira.

Calendário de lutas

Aprovado na Ampliada, o calendário de lutas ficou assim definido:

- Seguir o calendário do Fonasefe e Centrais 

- 16 de agosto - Dia Nacional de Paralisação na Justiça Eleitoral. 

- 19 ou 20 de agosto - Encontro da Justiça Eleitoral.

Estratégias como uma campanha nacional na mídia em defesa do PJU, com o mote "Justiça é direito do povo e dever do Estado", bem como realização de campanha nacional na mídia para esclarecer a população sobre os danos provocados pela extinção de Zonas e Cartórios Eleitorais - tanto nas capitais quanto no interior do país – também foram aprovadas. A íntegra das resoluções pode ser lida a seguir:

 

Resolução Nº 1 - APROVADA

Considerando a possibilidade de transformação do cargo de Oficial de Justiça em Analista Judiciário no TRF5;

Considerando o prejuízo dos servidores lotados no interior do estado relativo ao Instituto de Remoção;

Considerando o perigo para a futura extinção do cargo de Oficial de Justiça, a reunião ampliada reunida nesta data resolve:

1-    Recomendar aos sindicatos filiados informar, o mais rápido possível, onde existe essa tentativa nefasta;

2-    Que a Coordenação Jurídica da Fenajufe faça estudo sobre o remédio jurídico para tal ação.

(Proponente: Sindjuf/PB. Recebido: 12 horas)

 

Resolução Nº 2 - APROVADA

1-    Que a Fenajufe inicie a campanha “Justiça é o Direito do Povo e Dever do Estado” e de que desde 2009 a despesa com o Judiciário é menor que o IPCA.

(Proponente: Amauri Pinheiro – Sisejufe/RJ. Recebido:12horas)

 

Resolução Nº 3 -  APROVADA

1-    A Fenajufe lançará uma campanha nacional unificada contra o desmonte no Serviço Público Federal materializado na Justiça Eleitoral através da extinção de zonas eleitorais (citar resolução 23.520/2017), na terceirização das atividades, inclusive com a alteração da resolução 21.538 onde se inclui o termo “atendente da justiça eleitoral” (citar resolução 23.518/2017), além da resolução 219/2016 que atinge ainda as trabalhistas e federais, complementada pela reforma trabalhista em curso no Congresso Nacional;

2-    O calendário deve ser unificado e coordenado pela Federação que impulsionará ações de base como: paralisações, panfletagens, audiências públicas, propagandas na imprensa, criação de comissões por estado e região;

3-    As ações judiciais devem ser centralizadas na Federação que dará ampla divulgação para conquistar a categoria enquanto tramita.

(Proponente: Marcos Sintrajud/SP. Recebido: 13h59min)

 

Resolução Nº 4 - APROVADA

1-    Para coordenadores liberados pela Federação atuarem intensivamente no Congresso contra o rezoneamento.

(Proponente: Paulo Cesar Sinjuspar/PR. Recebido: 13h59min)

 

Resolução Nº 5 - APROVADA

1-    Por uma campanha de mídia da Fenajufe a exemplo dos sindicatos nos estados contra o rezoneamento, reformas e sucateamento e ataques ao serviço público; entendendo-se por mídias: outdoors, rádio, televisão, jornais e revistas, conscientizando a população e a sociedade em geral.

(Proponente: Simone Coelho Sintrajuf/PE. Recebido: 13h44min) 

 

Resolução Nº 6 - APROVADA

Considerando a relação direta entre as reformas propostas pelo governo Temer, os efeitos nefastos na saúde do servidor;

Considerando os efeitos nefastos da resolução 219/16 do CNJ, que impõe aos servidores tormento e insegurança;

Considerando a lei que limita os gastos, dificultando a contratação de novos servidores;

Considerando o alto número de aposentados, em decorrência da Reforma da Previdência;

Considerando o aumento do absenteísmo nos órgãos do PJU;

A reunião ampliada resolve:

1-    Que a Fenajufe retome os encontros periódicos voltados para a discussão sobre a a saúde do servidor, convocando o GT Saúde da Fenajufe.

(Proponente: Soraia Garcia, Maristela S. Vicente, Deise de Almeida, Anny Rodrigues, Lucena Pacheco, Nelida Costa, Ricardo Soares, Marcelo Neves, Dulavin Oliveira, Amauri Pinheiro, Ramiro López, Ana Maria Adams, Luciana Krumenaver, Déverson Costa, Mauro Figueiredo. Recebido: 12h38min)

 

Resolução Nº 7 - APROVADA

1-    Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei sobre negociações coletivas no serviço público. É urgente que a Federação acompanhe isso e oriente os sindicatos filiados a debatê-lo em seus fóruns e aprovar posições sobre ele;

2-    Que a Fenajufe defenda a negociação coletiva desde que isso não venha acompanhado de armadilhas e possíveis retiradas de direitos.

(Proponente: Ronald Fumagali Sintrajud/SP. Recebido: 13h56min)

 

Resolução Nº 8 - APROVADA

Considerando que em 2013 a Astrife ( Associação dos Servidores do Supremo Tribunal Federal) entregou proposta de carreira única ao então Presidente do STF, Joaquim Barbosa; Considerando que o Ofício enviado pelo Sindjus/DF em 12 de março de 2014 ao Ministro Marco Aurélio Melo se posicionando de forma contrária à cisão das carreiras dos servidores do Judiciário e suas tabelas salariais; considerando que em virtude da denúncia feita pelo Sindjus/DF, inclusive por meio da imprensa, o Ministro Joaquim Barbosa recuou da proposta; considerando que em 2013 o STJ publicou a Portaria Nº 948 de 18 de dezembro de 2013, instituindo a comissão para apresentação de uma proposta de carreira única para aquele tribunal; considerando que em 2 de março de 2016 a atual Presidente do STJ, Ministra Laurita Vaz, em reunião do Pleno sugeriu: “uma carreira diferenciada para os servidores dos Tribunais Superiores”, conforme Ata; considerando as intensas movimentações das Associações interessadas na separação da carreira, conforme Atas e comunicados em anexo; considerando que o projeto de carreira própria do STF foi apreciado em sessão administrativa realizada em 30 de março de 2016, onde constou no item 1da pauta o projeto que recebeu a numeração de Processo Administrativo Nº 355.451, que foi sorteado para relatoria ao Ministro Roberto Barroso; considerando que o processo recebeu numeração 008485/2016; considerando que o informe datado em 15 de fevereiro de 2017 da Astrife em que constou a indagação ao Dr. Eduardo no sentido de quando seria pautado o processo da carreira própria dos servidores daquela Casa, bem como que em resposta o referido Diretor-Geral afirmou que o processo se encontra aguardando liberação de voto para ser pautado em sessão administrativa; considerando que o edital de convocação da Astrife datado em 24 de maio de 2017, em que constaram como itens da pauta: e) carreira única - recálculo– da remuneração ou redução da jornada de trabalho” e “2. Assuntos gerais (...) c) Carreira própria para os servidores do STF”; considerando o parecer do Conselho Nacional de Justiça proferido no processo 0004702-28/2014.2.00.0000 que assim definiu: “Assim, em síntese, tenho que – embora, repita-se, testemunhe a proeminente atuação deste ramo especializado do Judiciário – não se pode encontrar nas funções específicas desempenhadas pela Justiça Eleitoral fator apto a justificar a discriminação positiva em favor de seus servidores.”; considerando a resolução aprovada na XX Plenária Nacional Extraordinária da Fenajufe que assim dispões: “13. Não às carreiras exclusivas para os tribunais superiores; 14. “Contra gratificações específicas para ramos do Judiciário, como a GRAEL” (p. 35 do Caderno de Propostas); a reunião ampliada reunida nesta data resolve:

1-    Determinar que a Fenajufe envie ofício para todos os Presidentes dos Tribunais Superiores reafirmando a posição contrária a qualquer tentativa de desmembramento ou fragmentação de quaisquer Tribunais e ramos da carreira do Poder Judiciário da União;

2-    Recomendar aos Sindicatos que publiquem em seus sites a decisão pela contrariedade e oficiem também aos tribunais do Poder Judiciário da União situado em sua base de atuação nesse mesmo sentido;

3-    Que a Fenajufe se habilite em todos os processos administrativos ou judiciais que versem sobre a criação/fragmentação de carreiras próprias/exclusivas, em especial o já em trâmite no Supremo Tribunal Federal.

(Proponente: Aldinon Silva e Fernando Freitas – Sindjus/DF. Recebido:13h56min)

 

Resolução Nº 9 - APROVADA

Considerando que o NS foi aprovado e reforçado nas plenárias da Fenajufe e que foram encerrados os trabalhos na Comissão Interdisciplinar com a apresentação dos relatórios final aos DGs, e que então, encontra-se paralisado sem nenhum avanço e longe de ver o pleito dos servidores submetido ao Plenário do STF, solicitamos:

1-    Que a Fenajufe promova um grande ato com a participação de todos os Sindicatos no STF.

(Proponente: Luiza Lobo e Milca Gusmão NS/DF. Recebido: )

 

Resolução Nº 10 – APROVADA

Considerando que a última plenária realizada em João Pessoa deliberou pela adoção de ações tendentes ao fim da incompatibilidade para o exercício da advocacia dos servidores do PJU e MPU; Considerando que já aguardam tramitação na Câmara do Deputados cinco Projetos de Lei que tratam da matéria; considerando que é fundamental que sejam feitas ações junto à Ordem dos Advogados do Brasil para buscar o apoio ao fim da incompatibilidade; considerando que o exercício da advocacia, além de representar possibilidade de fonte de renda extra para os servidores, pode, também, contribuir para o incremento de sua auto-estima; proponho que:

1-    A Fenajufe implemente e coordene ações, inclusive junto aos sindicatos, no âmbito judicial e/ou legislativo que tenham como foco a implementação do decidido em plenária de João Pessoa no tocante à incompatibilidade para o exercício da advocacia.

(Proponente: Mauro Figueiredo, Soraia Garcia, Maristela S. Vicente, Lucena Pacheco, Marcelo Neves, Dulavin O. Júnior, Ana Cristina G. Fernandes, João F. dos Santos, Amaro Faustino, Amauri Pinheiro, Júlio César O. Brito, José Everson N. Reis, Cláudio Aurélio A. Dantas, Rosilene V. de Matos, Luzia F. de Paula, Elias Moreira. Recebido: 12h20min )

 

Resolução Nº 11 - APROVADA

Em muitas cidades do Brasil ocorreram manifestações e greves com piquetes e bloqueios das estradas, paralisações de vários setores da economia, assembleias e atos unificados. Acontece que dia 30 não foi maior porque a cúpula direita de algumas centrais boicotou o ato, apesar das bases de várias categorias estarem dispostas a fazerem um dia de greve geral mais forte.

Será nas greves, nas ruas e nas mobilizações unitárias da nossa classe que poderemos derrubar este governo e suas reformas e construir uma alternativa de poder da nossa classe e para nossa classe. E por esta necessidade da nossa classe não podemos vacilar e devemos seguir em unidade ao enfrentamento para derrotar as reformas e pôr este governo abaixo. Propomos o seguinte calendário de lutas:

1-    Realizar assembleias, atos, paralisação no dia 10 de julho nos estados e garantir delegações à Brasília durante os dias 10, 11 e 12 na votação da reforma trabalhista no Senado;

2-    Seguir o calendário de mobilização das centrais e do Fonasefe;

3-    Combater toda forma de opressão;

4-     Pela auditoria da dívida pública;

5-    Contra as reformas da previdência e trabalhista;

6-    Apoio a todos os movimentos sociais classistas;

7-    Fora Gilmar Mendes;

8-    Fora Temer e todos os corruptos;

9-    Nenhum direito a menos.

(Proponente: LutaFenajufe. Recebido: 13h50min) 

 

Resolução Nº 12 – RETIRADA

1-    A partir de agosto, efetuar atos unificados em cada estado, com datas a serem marcadas para executiva da Fenajufe, buscando o calendário unificado das centrais sindicais e os movimentos sociais em cada estado.

(Proponente: Democracia e Luta. Recebido: 12h38min)

 

Resolução Nº 13 - APROVADA

1-    Que a Fenajufe oriente os sindicatos de base que encaminhem dia de paralisação em 16 de agosto contra a extinção de Cartórios Eleitorais com realização de atos em todos os TREs;

2-    Ficam designados os dias 19 e/ou 20 de agosto para a realização de novo encontro dos servidores da Justiça Eleitoral.

(Proponente: Helenio Barros. Recebido: 12h50min)

 

Resolução Nº 14 – Procedimentos

Destaque do delegado Fernando Freitas

Proposta 1: favor do destaque - Votação item a item

Proposta 2: Votação em bloco (APROVADA)

Abstenção: 1 declaração de voto

O delegado Gerardo pede direito de defesa por estar citado na proposta de resolução

Proposta 1: 20 minutos para defesa:

Proposta 2: 3 minutos (APROVADA)

Feito a defesa de 3 minutos pelo Gerardo.

fazer votação em bloco do Mérito da proposta 14 (APROVADA)

Questão de ordem: declarações de votos serão proferidas ao final do evento. (APROVADA)

Marcos Santos e Saulo retiram-se da coordenação dos trabalhos, devido aos métodos adotados pela maioria da mesa com os quais não concordam.

 

Resolução Nº 14 – APROVADA

Considerando a decisão da reunião ampliada da Fenajufe realizada no dia 8 de abril de 2017, que deliberou pelo afastamento do Coordenador Gerardo Lima, e em razão da necessidade de proceder à defesa das decisões da categoria e da Fenajufe, que foi demandada judicialmente pelo referido coordenador, resolve-se:

1-    Impetrar mandado de segurança no TRT-10, a fim de cassar a liminar obtida pelo Sr. Gerardo Lima, e restabelecer a decisão da ampliada e sua soberania;

2-    Constituir a Comissão de Ética para apurar os fatos relacionados ao afastamento do Coordenador Gerardo Lima;

3-    Reverter a decisão da executiva de custear despesas jurídicas ao Coordenador Gerardo Lima na demanda que ajuizou contra a própria entidade.

(Proponente: Francisco Vaz, Ednete R. Bezerra, Gisele de Fátima Signo, Marcelo Lopes, Sônia Maria C. S. Soares, Anderson Ferreira, Cristiane Delgado, Hilvio M. Carvalho, Rosilene V. de Matos, Elias M. Novais, Luzia F. de Paula, Marcos Tancredi, Lourivaldo Antônio Duarte, Deise Assunção V. Andrade, Leslie Andréa V. Leite, Francisco L. Soares, José Augusto C. Neto, Fábio José da Silva, Ingrid Maria, Hendges. Recebido: 13h48min)

 

Resolução Nº 15 – REJEITADA

Todo repúdio aos ataques do MBL ao companheiro Mancha! Fascistas não passarão!

No dia 30 de junho, os trabalhadores deram mais uma demonstração de sua força e disposição de luta. Foram protestos, paralisações e cortes de estradas por todo o país, em protesto contra as reformas defendidas pelo corrupto governo Temer e pelo empresariado. Em São José dos Campos, região operária no Vale do Paraíba, conhecida pelo movimento sindical combativo e pelas grandes lutas dos trabalhadores, não foi diferente.

Foi após mais um grande dia de luta, com mais de 10 indústrias paralisadas, transporte afetado, bancos e comércios de portas fechadas e protestos nas ruas, que o companheiro Luiz Carlos Prates (Mancha), integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na cidade e conhecido militante das lutas operárias na região, foi alvo de uma postagem racista do MBL de São José dos Campos (Movimento Brasil Livre), no Facebook.

Uma foto montagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugestiona inclusive “sumir” com o dirigente.

Fascistas não passarão!

Todo o repúdio a este ataque racista e preconceituoso que não se dirige apenas ao companheiro Mancha, mas também às lutas dos trabalhadores.

O MBL é um dos grupos de direita surgido no esteio das manifestações pelo impeachment de Dilma. Se auto- denominam “apartidários” e “independentes”, mas são ligados e financiados pelo governo Temer, PMDB, PSDB, empresas e banqueiros. Não é a toa que são defensores das reformas da Previdência e Trabalhista e de todo o ajuste fiscal que penaliza os trabalhadores.

Dizem ser contra a corrupção, mas sumiram das ruas depois que Temer assumiu. Durante a ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas agiram como forças paramilitares, usando de agressão física contra alunos, em várias cidades do país, para desocupar as escolas.

A postagem contra Mancha é criminosa, afinal racismo é crime, mas não é a única de caráter preconceituoso, pois na página do grupo é fácil encontrar a criminalização da pobreza e das lutas.

Em abril, na Greve Geral do dia 28, por exemplo, diante do caso de um absurdo atropelamento de manifestantes ocorrido durante os protestos na região, eles parabenizaram o motorista, tripudiaram os estudantes atropelados e sugeriram que essa deveria ser uma prática diante de protestos. Típico da ideologia fascista, que exalta e estimula a violência.

Repudiamos e vamos denunciar e tomar providências contra as práticas racistas e preconceituosas dessa organização de direita que age a serviço dos interesses do empresariado, contra os trabalhadores. Fascistas não passarão!

(Proponente: Saulo Arcangeli. Recebido: 13h57min.)


Resolução Nº 16 - APROVADA

1-    Os trabalhadores do Poder Judiciário da União em reunião ampliada da Fenajufe em 8 de julho de 2017, aprovam a presente moção de apoio e solidariedade aos Juízes do Trabalho Dr. Hugo Cavalcanti Melo Filho, da 12ª  Vara do Trabalho de Pernambuco; Dra. Valdete Severo, da 4ª Vara do Trabalho do TRT da 4ª região, e Dr. Jorge Luiz Souto Maior, da 2ª Vara do Trabalho de Jundiaí-SP, 15ª região. Esses magistrados têm sofrido perseguição por parte do Presidente do TST, Ministro Ives Granda Filho, por atuarem com coragem em defesa da justiça do trabalho, dos direitos trabalhistas e previdenciários e do Estado Democrático de Direito, que são bandeiras que unem a classe trabalhadora na luta contra as antirreformas do ilegítimo governo Temer.

(Proponente: Coletivo Democracia e Luta. Recebido: 12h38min)

 

Resolução Nº 17 – REJEITADA

MOÇÃO DE REPÚDIOCONTRA O ACORDÃO “ABAFA-JATO”

O Brasil passa por uma das maiores crises políticas de sua história. O governo de Michel Temer é alvo de uma série de denúncias de envolvimento com corrupção, documentadas em áudios e vídeos, resultando em mais de 20 pedidos de impeachment e, mais recentemente, denúncia por parte da Procuradoria Geral da República. Assim como Temer, seus principais aliados no Congresso Nacional são Alvo de investigações, alguns dos quais já presos, como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Rocha Loures (este libertado por decisão do STF há pouco dias), Aproximadamente 1/3 dos parlamentares do Congresso são alvo de investigações, demonstrando que a podridão vai além do governo, atingindo todo o regime. Toda essa lama e instabilidade, contudo, não tem sido suficiente para frear a agenda de retrocessos e retirada de direitos, com a reforma da trabalhista na iminência de ser aprovada no Senado Federal.

Além da destruição dos direitos sociais, apenas uma preocupação disputa espaço junto as prioridades de governo e a casta política do Congresso: salvar seus pescoços e abafar as investigações que tem desnudado os esquemas dos grandes partidos com empresas como JBS, Odebrecht e Cia Ltda. Praticamente todos o aparato estatal está voltado a concretizar o “grande acordo nacional, com Supremo, com tudo”, mencionado por Romero Jucá e um dos áudios estarrecedores obtidos pela Polícia Federal. O Conselho de Ética da Câmara   acaba de rejeitar a representação pedindo cassação de Aécio Neves. O Supremo Tribunal Federal tem sido ágil e eficaz para garantir a liberdade de corruptos como Aécio Neves e Rocha Loures, apesar de todas as evidências e provas de conhecimento público. No TSE, em processo liderado por Gilmar Mendes, a chapa Dilma/Temer foi absolvida da acusação de campanha financiada com propina, para que foi decisiva a atuação dos advogados de PT e PMDB que, em acordo, buscaram a desconsideração da delação Odebrecht no julgamento.

As recentes declarações de Lula defendendo Michel Temer são a prova de que, no “grande acordo nacional” citado por Jucá, todos os grandes partidos investigados têm interesse. Não por acaso, o líder do PT na Câmara afirmou que “não era certo torcer pela prisão do Aécio”, na mesma Linha da postura da bancada de seu partido que, somando-se à base aliada de Temer, assinou documento defendendo a anulação da delação JBS  ( um dos pontos de maior instabilidade do governo hoje). Todos os fatos mencionados deixam claro que há um grande acordo costurado “por cima”, para que os “de baixo” e seus direitos são o que menos importa. O boicote da greve geral por parte das grandes e majoritárias centrais sindicais não é mera coincidência e tem relação com esse movimento. Com último e derradeira iniciativa para abafar as investigações, o governo atuou para desmontar a força-tarefa da Operação Lava-jato em Curitiba, circunstâncias que esvazia a estrutura necessária para seguir com a apuração dos crimes de corrupção da casta política.

A impunidade vergonhosa dos criminosos de colarinho branco contrasta com a repressão e violência cotidiana contra os moradores de periferia como Rafael Braga, preso por portar Pinho-Sol durante as Jornadas de Junho em 2013, com base na Lei Anti-terrorismo sancionado por Dilma. A mesma lei foi pano de fundo para repressão policial em mobilizações como o dia 30 de julho, resultando, por exemplo, na prisão do professor Altemir no Rio Grande do Sul.

Assim, os (as) delegados (as) reunidos na reunião ampliada da Fenajufe de 8 de julho manifestem seu REPUDIO à evidente manobra perpetrada por Temer e por vários dos grandes partidos da base aliada e parte da oposição para abafar e impedir as investigações por crimes de corrupção, buscando salvar o regime político e os pescoços de todos aqueles que, comprados com dinheiro sujo de propina e caixa 2 de grandes empresas, pagam a conta depois de eleitos com a retirada de nossos direitos.

(Proponente: Coletivo LutaFenajufe. Recebido: 13h52min)



*Atualizada às 19h17 para inclusão do calendário de lutas.